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domingo, 4 de agosto de 2013

RIP Rock

Let´s Rock, Galeria do Rock, Dia do Rock, Rock in Rio, Rádio Rock,  ... ah, foi bom enquanto viveu. Dos heróicos anos 1950 à era de ouro, depois virtuoses e o punk, invasão audiovisual e o grito de Seattle...

Mas o pulso passou. Enquadrado, assimilado, institucionalizado, "classic". O que dizem hoje os roqueiros? Tédio! Melhor colocar tudo em um museu para "preservar a história", desde que tenha estacionamento coberto e com valet para Harley-Davidsons e SUV's brancas.

Quem provoca, balança e choca é o Hip Hop, aqui na luta por espaços na mídia, nas praças, salas de música para trocar uma ideia e embalar a moçada.

Não sou nenhum especilista e ainda estou aprendendo, mas sempre que posso ouço Mano Brown e Racionais, Thaíde & DJ Hum e as batalhas de MC´s da Praça Roosevelt. E nessa semana minha esposa me apresentou a dupla americana Macklemore & Ryan Lewis.

Independentes de gravadoras, caprichosos nas músicas e nos vídeos, estão bombando no Youtube e no iTtunes.Ousados na comédia, entregam mito bem  na música "Thrift Shop" a nova moda dos EUA pós-crise: produzir-se, garimpar e dançar em brechós ou guarda-roupa dos avós. Acho que temos um indicado para Oscar de melhor figurino. ;-)



E também são poéticos  no drama, como na balada "Same Love". Aqui tratam do casamento gay com respeito e lirismo. São outros tempos, claro, mas não lembro de ter visto nada parecido no "roque errou" em todos os tempos... OK, it´s only Hip Hop but I like it.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

50+50 tons de riso

Há semanas dedico minhas noites à coletânea Os 100 melhores contos de humor da literatura universal (Flavio Costa, Ediouro, 560 páginas).

O ambicioso catatau contempla desde a antiguidade até a atualidade - e realmente não decepciona pelas diversas formas, tipos e abordagens apresentadas em fábulas, sagas, histórias, anedotas..

Humor e a comédia dependem de ritmo, imaginação e entendimento e graça. Aqui (creio eu) alguns contos ficaram datados ou ligados a uma determinada cultura, mas vale muito a leitura para ver, por exemplo,como grande autores (como Edgar Allan Poe) se arriscaram no campo minado do riso.

A seleção é ampla:  Boccacio, Cervantes, Gogol, Voltaire, Mark Twain, Tchecov... e brasileiros como Machado de Assis, Fernando Sabino e João Ubaldo.

Apesar de "esgotado", é barato e muito fácil de ser encontrado pela internet.

Porque, como diria Chaplin, um dia sem rir é um dia desperdiçado.